Alimentação

Açúcar x Adoçante: Benefícios e malefícios à saúde

Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre os benefícios e malefícios do açúcar. Mas será mesmo que ele é realmente capaz de sabotar a nossa dieta? Antes de chegarmos a qualquer conclusão, precisamos entender para que ele serve.

Quando falamos em açúcares, logo pensamos em produtos processados, como doces, chocolates ou, até mesmo, o simples açúcar de mesa. Geralmente, o associamos ao ganho de peso, à obesidade e ao desenvolvimento do diabetes e de outras patologias. De fato, em excesso, eles até podem contribuir para estes males citados anteriormente, mas não são os únicos fatores de risco. Existem outros alimentos que também podem gerar sérios problemas ao organismo.

Em relação ao açúcar, não podemos generalizar. Existem diversos tipos, que, se consumidos de maneira equilibrada, podem, inclusive, trazer uma série de benefícios à saúde.

Os açúcares são uma classe de substâncias químicas (hidratos de carbono) e sua forma mais comum é a sacarose, no estado sólido e cristalino. É usado para alterar (adoçar) o gosto de bebidas e alimentos.

A sacarose, mais conhecida como açúcar mascavo (açúcar comum), é produzida comercialmente a partir de cana-de-açúcar ou da beterraba. O Brasil, por sua longa relação com a cana, transformou-se no maior produtor e exportador de açúcar do mundo, com os menores custos de produção.

Acompanhe, a seguir, os tipos mais comuns de açúcar e suas principais características:

Açúcar (sacarose): Mais comum no preparo de doces e bebidas. Suas principais fontes são frutas, cana-de-açúcar, raízes e sementes. Ele pode se apresentar de diversas formas.

Açúcar demerara: É retirado diretamente do melado de cana, sua cor é escura e é um produto instável devido ao acúmulo de mel residual em sua composição.

Açúcar cristal: É formado por cristais. É proveniente do demerara, após processo químico.

Açúcar refinado: Sendo o mais comum dos açúcares, é obtido do açúcar cristal, por meio de métodos físicos e químicos.

Açúcar de confeiteiro: Açúcar muito fino, que absorve a umidade e empedra. Para que isso não ocorra, é misturado com amido, o que impede a aglomeração das partículas de sacarose.

Açúcar em tabletes: Obtém-se colocando sacarose cristalizada em formas e adicionando uma solução saturada (quente) de açúcar. É retirado das formas após resfriar.

Açúcar mascavo e rapadura: É originado da cana-de-açúcar e composto principalmente de sacarose, possuindo também glicose e frutose. Tem a presença de minerais, como cálcio, ferro e fósforo.

Melado: Fabricado da fervura do caldo de cana, tem vitaminas do complexo B.

Açúcar líquido: Destina-se, basicamente, à indústria.

Frutose: É encontrada em grande parte nas frutas, no mel e em alguns vegetais. Em termos calóricos, equivale-se à sacarose, porém com maior poder edulcorante.

Mel: Produto natural produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores e exsudados sacarinos das plantas. É bastante utilizado em bolos, pães e biscoitos, mas sua forma mais comum é in natura.

Xarope de glicose: Descoberto pelo químico Kirchhoff, apresenta-se na forma de dextrina, maltose e glicose dispersas em água. É usado para sorvetes, refrigerantes, confeitos e gomas de mascar.

E os adoçantes? Substituem o açúcar?

Os adoçantes, ou edulcorantes, são substâncias químicas obtidas de matérias primas naturais ou artificiais desenvolvidas pela indústria de alimentos. O poder de adoçamento é maior do que o da sacarose (obtida da extração da cana de açúcar).

Acompanhe, abaixo, os diferentes tipos de adoçante liberados pela ANVISA:

Sacarina: É um dos primeiros adoçantes fabricados no mundo. Tem o efeito 100 vezes mais forte do que o da sacarose, porém deixa um sabor residual. Por não conter calorias, pode ser utilizado por diabéticos. Devido à sua quantidade de sódio, deve ser evitado por pacientes hipertensos.

Aspartame: Não deixa sabor residual, adoça 200 vezes mais que a sacarose, porém os malefícios do seu excesso em nosso organismo são elevados. Esse adoçante deveria ser a última escolha de utilização.

Acessulfame Potássio (Acessulfame-K): Foi aprovado pela primeira vez em 1988. Geralmente, aparece nos rótulos de alimentos, como: Acessulfame K, Acessulfame de potássio ou Ace-K.

Em 2003, foi aprovado como adoçante de uso geral e intensificador de sabor de alimentos (adoça 200 vezes mais que o açúcar), sob algumas condições de uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados. Não apresenta calorias.

Sucralose: Não é absorvida pelo organismo, é totalmente eliminada pela urina. Adoça quase 600 vezes mais que a sacarose, não possui calorias e não eleva a glicemia. Não possui efeitos tóxicos e de danos à saúde. É utilizada em produtos diet, zero e light.

Ciclamato de Sódio: Não possui calorias. Pode ser usado por diabéticos, mas não por hipertensos. Estudos associam esse adoçante com surgimento de tumores.

Fonte:

Nutricionista Clínica Funcional Inara Nascimento

CRN: 32860

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